sexta-feira, 11 de janeiro de 2013

VELOCIDADE MÁXIMA



I Encontro Internacional MT Capacetes proporcionou a um grupo de brasileiros uma viagem a todo gás 

Texto e fotos: Gian Calabrese 

Sete dias de muitas emoções. Esta foi a síntese da meteórica viagem à Europa realizada por oito aventureiros, amantes da Motovelocidade. Essencialmente, a jornada foi um “tour” específico para entusiastas do esporte. E um exemplo de que é possível reunir, de forma muito organizada, um grupo de motociclistas com a mesma paixão, em busca de momentos inesquecíveis. 

Entre os participantes brasileiros, estavam representantes da MT Capacetes, clientes e mídia especializada, com ingressos para a etapa final do MotoGP em Valência, na Espanha, "Track Day" na pista de Cartagena (circuito patrocinado pela MT Capacetes), visita à fábrica MT – Manufacture Thomaz, e, por fim, um glorioso passeio à vizinha Itália, rumo ao EICMA 2012 (Salão de Motocicletas em Milão).

LARGADA
No dia 11 de novembro, embarcamos para Madrid, na Espanha. E, no dia 18, voltamos a São Paulo. As primeiras emoções foram registradas na chegada ao hotel, na província de Cheste, a 15 km de Valência e há apenas 200 metros do circuito valenciano. O clima de decisão estava no ar, mesmo que todas as categorias da competição já tivessem definido seus campeões. Aquela era a última etapa do ano.

Acompanhamos de perto os treinos classificatórios de sábado e as corridas de domingo. Foi uma experiência única para todos os aventureiros. Dentro dos boxes, entre as equipes e os maiores nomes do esporte mundial, comumente nos deparávamos com “reis” deste esporte (por exemplo, Valentino Rossi). Também nos encontramos com brasileiros como Eric Granado, que disputa a categoria Moto2, e Marco Baileron, do time QQMF, que atua no Mundial há 14 anos.

Os momentos de emoção prosseguiram na segunda-feira, quando alugamos dois carros e partimos por excelentes estradas rumo à cidade de Cartagena. Viajar pela Espanha é prazeroso: as estradas são excelentes e o respeito dos motoristas é notório. Após 250 km de “tocada”, conhecemos o quartel-general da MT Capacetes. E, finalmente, chegamos à pista de Cartagena para um Track-Day internacional. 

O grupo precisou esperar pelo bom tempo – mas foi só a pista começar a secar para acelerarmos com tudo! A MT preparou tudo para que tivéssemos uma experiência incrível naquele circuito. Todos os modelos de capacetes da marca estavam disponíveis para testes – e três motocicletas Suzuki GSX-R, prontas para uso. Foi uma experiência inesquecível.

Após um dia, literalmente, “acelerado”, voltamos ao hotel, fizemos as malas e partimos, durante a madrugada, para Madrid, pegando o voo que nos levaria diretamente a Milão (Itália), para o mais tradicional Salão de Motos do mundo, o EICMA (confira matéria nesta edição). Neste momento, a turma se dividiu: alguns ficaram para os testes da pré-temporada 2013 da MotoGP, em Valência, e outros – incluindo a reportagem de “Moto Adventure” – visitaram o badalado salão em Milão. “Batemos pernas” pelos sete pavilhões do evento, conferindo “in loco” suas novidades.

DE VOLTA AO BRASIL
No dia seguinte, os oito aventureiros encontraram-se novamente, agora, no Aeroporto de Madrid, para o retorno ao Brasil. O encontro internacional MT Capacetes foi um sucesso. E, segundo o diretor da empresa, Marco Mascari, o evento de 2013 já está na programação da marca.

sexta-feira, 23 de março de 2012

GIRO PELA ITÁLIA: PARTE 1

 
Veja mais fotos em nosso site: www.cteditora.com.br


As estradas italianas podem causar dependência, pois elevam o prazer da pilotagem à potência máxima

Texto e fotos: Sidney Tuma

Quando o fotógrafo Sidney Tuma sai para as ruas e estradas brasileiras para fazer fotos para a revista “Moto Adventure”, invariavelmente prefere seguir pilotando sua moto (enquanto muitos fotógrafos preferem ir de carro de apoio, devido ao peso e ao volume dos equipamentos, posicionamento etc.). Recentemente, ele marcou uma viagem para a Europa e – claro! – a motocicleta teria que estar presente. Foram percorridos aproximadamente 1.600 km sem precisar desviar sequer de um buraco ou pedra pelas vias italianas, que são verdadeiros “tapetes”. Na sequência, leia o relato de Sidney Tuma sobre seu “tour” pela Itália.

A VIAGEM
O destino foi escolhido pela garupa que me acompanha há alguns anos e que vinha tocando nesse assunto há tempos. Depois de conseguirmos conciliar nossas férias e de traçar o roteiro, foi só correr atrás de hospedagens e uma motocicleta para nos levar por esses caminhos! Escolhemos iniciar a viagem em Roma e seguir em direção ao norte, passando pela Toscana e Ligúria, para, depois, seguir em direção às cadeias montanhosas italianas da região de Trento. 

Os hotéis foram reservados no site www.eurobookings.com. É um ótimo endereço de busca de hotéis pela Europa. Marcamos todos eles de acordo com os preços e localizações, para a viagem inteira. Não queríamos correr o risco de ficar sem hospedagem ao chegarmos à noite e cansados em alguma cidade. 

A média gasta com essas diárias foi de 70 a 80 euros, com café da manhã (por noite). Após uma breve pesquisa no Google, achei (e reservei) uma BMW F650Gs (bi-cilíndrica) através do site www.mototouring.com; máquina que, por sinal, cumpriu seu papel de maneira exemplar. Econômica, bem mais confortável do que imaginei e com uma potência mais do que suficiente para curtirmos com segurança as exuberantes paisagens Italianas. 

A moto foi entregue com os baús rígidos laterais e traseiro, pois seriam dez dias de viagem e mais de dez cidades a serem percorridas. Se precisar dos baús, não se esqueça de informar à locadora com antecedência! Vale lembrar que nem todas as que contatamos aceitavam receber a moto em uma cidade diferente do ponto de partida. Esta empresa disponibilizou o serviço por ter escritório e representantes em diversos locais. Porém, uma taxa de cerca de 200 euros foi cobrada por isso. Incluindo todos os custos (diária e taxa de entrega em um ponto diferente do ponto de partida, principalmente), essa moto saiu por cerca de 650 euros. Com tudo acertado seguimos viagem e nosso primeiro destino em terras italianas foi a cidade de Roma.

MOTOS POR TODOS OS LADOS
Logo que chegamos, pegamos a moto e fomos tentar descobrir um pouco da capital italiana. Percebemos claramente que um dos principais meios de locomoção na Itália é a motocicleta. Elas estão por toda parte. Scooters dominam, mas vê-se de tudo: pequenas, médias e grandes cilindradas, das mais diversas marcas. Creio que as estreitas e antigas vias italianas levaram naturalmente a essa situação. É moto por todos os lados! Em meio a tudo isso, descobrimos, também, que é meio complicado achar um posto de gasolina dentro de Roma. A cada escavação, encontram ruínas da antiga civilização – assim, é bem provável que não permitam a construção de postos com reservatórios subterrâneos muito profundos.

BOA MESA
Outra “deliciosa” característica italiana são as refeições. Lá se come muito bem; e se você ainda imagina que a pizza de São Paulo (SP) é a melhor do mundo, aconselho-o a repensar essa idéia, pois degustamos ótimos pratos (não tão caros quanto pensávamos!), pizzas e, principalmente, sorvetes. Muito bons! Os sorvetes de lá realmente fazem jus à fama...

CIDADE-MONUMENTO
Nosso roteiro iniciou-se com três dias em Roma, uma “cidade-monumento”. Percebi, logo nos primeiros quarteirões, que é necessário ficar atento, pois em toda rua, esquina ou praça você pode encontrar ruínas ou monumentos de centenas de anos. E a melhor dica para conhecer um pouco mais a história desses lugares é comprar um guia. É simples, barato e vale a pena, pois são inúmeros os monumentos, igrejas e locais a serem visitados. Outra dica importante: cuidado ao atravessar as ruas, pois, por mais estranho que pareça, em algumas vias percebemos que os faróis de pedestres e o de carros abrem simultaneamente!

VATICANO
Reserve um dia inteiro para conhecer o Vaticano. A Basílica de São Pedro é grandiosa. Suba na cúpula (é bom estar em forma, pois a escadaria é longa...) para ter uma visão panorâmica da cidade. Se não estiver com toda essa disposição, há a possibilidade de pegar um elevador e “cortar” uma parte da escadaria (o elevador é cobrado). A Capela Sistina também é bacana, principalmente pelas pinturas de Michelangelo. À noite, vale a pena sentar em um dos restaurantes que ficam na Praça do Pantheon. O clima é agradabilíssimo, e a comida… uma delícia!
Ficamos encantados com  Roma, que é linda e imponente. Porém, seu trânsito é intenso. Por isso é recomendado deixar a moto para as estradas. Assim, a viagem irá tornar-se muito mais tranqüila e segura. Vale a pena utilizar os ônibus e metrôs romanos, que auxiliam muito bem nos “tours” pela capital italiana. Portanto, rode com a moto por lá – mas faça a maior parte dos passeios a pé...

NOVO DESTINO
Depois de curtimos os encantos de Roma, começamos os preparativos para seguir para as rodovias italianas e descobrir novos lugares. Bem cedo, subimos na moto, acionamos o motor e deixamos Roma para trás...

Essa matéria foi publicada na revista Moto Adventure edição 126

quarta-feira, 14 de março de 2012

É SÓ ALEGRIA!



Os encantos de Punta Del Este, famoso balneário uruguaio que seduz os turistas com praias, diversão e lindas paisagens

Texto e fotos: Eliana Malízia

Dessa vez, minha aventura de moto foi mais longa: aproveitando as férias, viajei a um local que figura na “lista de desejos” de muitos moto-turistas: a belíssima Punta Del Este, no Uruguai. Parti da capital paulista às 05h00, rumo ao Rio Grande do Sul, onde me juntei a um grupo de amigos motociclistas, o “EDA”. Eram dez motos (incluindo modelos BMW, Honda, Suzuki e KTM) e eu era a única mulher do grupo, encarapitada em minha BMW F800R.

PARADAS
No primeiro dia, segui rumo a Palhoça (SC). Foram 750 km, com paradas apenas para comer e abastecer. O trajeto foi desafiador, já que praticamente todos os quilômetros rodados foram sob forte chuva, através da Rodovia BR116. Cheguei a Palhoças no fim da tarde, jantei e fui dormir. 

No dia seguinte (sem chuva), era a hora de acelerar até a cidade de Torres (RS), onde finalmente me juntei à turma do “EDA”. Seguimos até Cassino (RS), a maior praia do mundo em extensão: são, aproximadamente, 240 km, que se estendem desde a Barra do Rio Grande até o Chuí. 

No terceiro dia de estrada, a caminho do Chuí, conhecemos a Reserva do Taim, que é de encher os olhos. Trata-se de um dos principais ecossistemas brasileiros, com uma variedade ambiental constituída de lagoas, banhados e pântanos. Lá, avistam-se todo tipo de animais: tartarugas, capivaras, jacarés de papo amarelo e gaviões. Nesse trecho da estrada, todo cuidado é pouco, pois os bichos atravessam a pista descerimoniosamente!

FRONTEIRA
No Chuí (RS), uma simples avenida separa o Brasil do Uruguai. Vale a pena fazer uma paradinha para compras, pois a cidade conta com uma zona comercial bem desenvolvida – os tradicionais “free shops” da fronteira. 

Depois da parada, cruzar a fronteira foi muito simples. Com os documentos necessários à mão (passaporte e Seguro Carta Verde), lá estávamos nós, no Uruguai. Para mim, foi uma alegria, já que, pela primeira vez, eu cruzava uma fronteira internacional de moto. Depois, rodamos apenas 500 km (de Cassino até Punta Del Este). Outra comemoração foi o fim dos pedágios, já que, no Uruguai, estamos livres dessas paradas.

Confira o restante da matéria na edição 136 da revista Moto Adventure

SEM FRONTEIRAS



Malauí, Moçambique e Suazilândia foram os países visitados por Marcelo Leite e Beth Rodrigues nesta etapa de sua expedição pelo mundo

Texto e fotos: Marcelo Leite e Beth Rodrigues

A fronteira do Malauí (o 28º país visitado nesta expedição) é bem organizada e tranquila. Fizemos apenas o controle dos passaportes e CPD (Carnê de Passagem) da moto e já fomos liberados. Aproveitei para sacar um dinheiro com meu Money Card e seguimos em frente. De Nhaka Bay, subimos mais 6 km de terra para chegar a uma pousada bem bacana, à beira do famoso lago Malaui.

BELEZAS E “PERRENGUES”
O país é uma grande tira de terra em volta de um imenso lago. Este último tem “jeito” de mar, praia de areia fina e até pequenas ondas, embora a água cristalina seja doce. Uma delicia! Vínhamos cansados da viagem intensa e o lugar era bom e barato. Decidimos, então, tirar quatro dias de sol e praia, aproveitando para dar um “tratinho” na moto e atualizar nosso site (www.dwq.com.br). 

No entanto, no último dia, caiu um dilúvio a noite toda – e a estradinha de terra que nos cercava virou um imenso lamaçal. Tínhamos que ir embora, mas uma chuva levara parte da estrada! O rio, que também transbordou, levou a pequena ponte embora. Entretanto, demos sorte: o pessoal de lá nos ajudou a vencer a correnteza. Ainda assim, a GS foi ao chão e levamos seis horas para percorrer 6 km. Vencidos esses “perrengues”, continuamos viagem e seguimos por estradas entre plantações de arroz, chá e café. 

Uma vez que o governo do país tabelou a gasolina, os postos de combustíveis estavam vazios.Neste trecho, conhecemos Lilongwe (capital do país), uma cidade que nos surpreendeu muito. É moderníssima, com vias largas e bem cuidadas (de certa forma, lembra Brasília).

Gostou da matéria? Confira o restante na edição 136 da revista Moto Adventure

quinta-feira, 19 de janeiro de 2012

JUS AO NOME!


Bonito, no Mato Grosso do Sul, é uma cidade com paisagens fantásticas 
 
Texto e fotos: Eliana Malízia


Acordar às 04h00 e ir para a estrada logo de madrugada não foi nenhum problema. Eu e uma amiga, Monise Alencar, subimos em nossas motos e partimos para uma aventura inesquecível. Tivemos que passar o dia todo pilotando até o destino de nosso sonho: a cidade de Bonito, um dos lugares mais cobiçados do Brasil. Era uma quinta-feira e fazia um dia ensolarado. Amarramos nossas mochilas nas motos com as famosas “aranhas” e, neste dia, rodamos 1.300 km em uma tocada só.



VIAJANDO...
Na Rodovia Castelo Branco, pegamos a entrada com sentido a Bauru (SP). Dali, encaramos muitos quilômetros pela Rodovia Marechal Rondon. No entanto, passando por Bauru, após termos rodado um pouco mais de 400 km, surgiu o primeiro imprevisto: o pneu traseiro da moto de Monise furou.


Como estávamos preparadas, com o telefone da Rodovia na carteira, pedimos socorro e a moto foi guinchada até a borracharia mais próxima. Deu tudo certo: o pneu da moto foi consertado, mas, entre esperar o guincho e consertar o pneu, perdemos três horas de viagem.


Depois, rodamos mais 100 km e o segundo e último imprevisto aconteceu: uma forte chuva surgiu e a visibilidade ficou péssima. Eu nunca havia presenciado uma chuva com vento tão forte! Fomos praticamente jogadas para o acostamento com a força do vento e ficamos assustadas, segurando com força nossas motos, para que elas não caíssem. 


Não aguentei e a força do vento derrubou minha moto. Corri para ajudar minha amiga. Pode parecer loucura, mas Monise e eu caímos na risada – parecia cena de filme! Carros e caminhões paravam com medo da chuva, mas nenhum motorista teve coragem de nos ajudar. Pouco depois, felizmente, a chuva e o vento passaram e pudemos seguir viagem. 


Confira a matéria completa na edição 134 da revista Moto Adventure