quarta-feira, 19 de outubro de 2011

Berço Esplêndido



Em Santos, no litoral paulista, nasceu um dos mais influentes personagens de nossa história: José Bonifácio, o “Patriarca da Independência”


Texto e Fotos: Raphael Karan

Aproximadamente 60 km separam a capital paulista da cidade litorânea de Santos – onde nasceu, em fins do século XVIII, José Bonifácio de Andrada e Silva, também conhecido como o “Patriarca da Independência do Brasil”. Partindo-se de São Paulo, é pouca a distância que leva até as praias daquele simpático município.


Entretanto, não são apenas os litorais que atraem moto-turistas. Nossa proposta é que, em sua próxima viagem até lá, as areias sejam momentaneamente deixadas de lado e você aprecie outros atrativos da região. Siga, por exemplo, para o Centro Histórico de Santos e conheça o trecho que fica entre as ruas São Bento, Antonio Prado, da Constituição e São Francisco. Neste quadrilátero encontra-se a antiga estação de trem, “São Paulo Railway” (que, hoje, abriga a Secretaria de Turismo de Santos), idealizada pelo primeiro grande industrial do país, o Barão de Mauá (Irineu Evangelista de Souza – 1813-1889).


Depois, siga para o Museu de Arte Sacra e para o Santuário do Valongo, que, no século XVIII, destacou-se como um dos maiores e mais belos de toda a Ordem Franciscana no Brasil. Percorra o centro antigo com calma e veja a Casa da Frontaria Azulejada, construída por um bem-sucedido comerciante de café. Em estilo neoclássico, a casa tem por característica marcante os azulejos portugueses azuis e amarelos, em alto relevo e confeccionados à mão. Siga, depois, para o Palácio José Bonifácio, onde funciona a Prefeitura.


A matéria completa você encontra na edição 131 da revista Moto Adventure
Confira a galeria de fotos no site: www.cteditora.com.br 

segunda-feira, 17 de outubro de 2011

Rota do Charme







Texto e Fotos: Eliana Malízia

Socorro fica junto à Serra da Mantiqueira e faz parte do Circuito das Águas Paulista. A cidade é banhada pelo Rio do Peixe, cujas corredeiras e lindas cachoeiras embelezam a paisagem, e conta com uma população de 32 mil habitantes. O turismo de aventura surge com força e oferece diversas atividades, como rafting, boiacross, cascading, trilhas, mountain bike, voo livre, tirolesa, rapel, trilhas de jipe, motos, quadriciclos e muito mais.


Preparadas para mais uma aventura, eu e minha BMW GS 650 partimos da capital paulista em uma tarde de sexta-feira. Seguimos pela Rodovia Fernão Dias, pilotando tranquilamente, pois todo o cuidado é pouco nesta pista com forte movimento de caminhões e automóveis (inclusive nos finais de semana). Em Bragança Paulista, deixei a Rodovia Fernão Dias para trás e cruzei a cidade, seguindo placas indicativas para Socorro, onde cheguei rapidamente. Segui direto para o hotel e, como já era noite, não me animei a sair. Aproveitei para jantar no hotel e relaxar na piscina aquecida. Renovei-me do estresse da viagem, dormi bem e acordei entusiasmada para aproveitar a cidade.

PRIMEIRA PARADA
Em toda viagem que faço, antes de qualquer coisa, gosto de conhecer os centros das cidades – explorar a cultura local e me familiarizar com ela. Caminhei por todas as ruas em volta da graciosa Igreja Matriz de Nossa Senhora do Perpétuo. Fiquei encantada com a arquitetura dos grandes casarões (muitos viraram lojas de artesanato e de roupas ou restaurantes). Segui à Praça da Delegacia, uma das mais antigas e charmosas da cidade. Ali perto visitei o Museu Histórico Dr. João Baptista Gomes Ferraz, onde pude ver peças históricas do passado de Socorro. No museu, o que chamou minha atenção foram os itens dos soldados da Revolução Constitucionalista. A atração funciona de terça a sexta-feira (das 9h00 às 17h00) e aos sábados, domingos e feriados (das 13h00 às 17h00).

HORA DE VOAR
Depois de conhecer a cidade, liguei a moto e rumei para o Parque dos Sonhos, que fica a 15 km do centro da cidade. Para chegar lá, percorri boa parte do caminho por terra – e aqui vai uma dica: caso não queira colocar a moto na terra, há outras formas de chegar (por exemplo, alugando um quadriciclo ou motocicletas apropriadas). Chegando ao Parque dos Sonhos, encontrei cachoeiras, trilhas ecológicas, animais, grutas e 14 atividades de aventura. O parque é lindo, com destaque para a Cachoeira dos Sonhos, com formação de praia de água doce. Mas, como eu queria mais adrenalina, optei por um voo de tirolesa, modalidade em que um equipamento permite que o corpo fique totalmente suspenso no ar, deitado, proporcionando a sensação de planar. Fiz uma tirolesa com pouco mais de 1 km de extensão, entre montanhas e cachoeiras, e atravessei a divisa entre os estados de São Paulo e Minas Gerais. Achei divertidíssimo e senti mesmo a sensação de voar! Aproveitei para almoçar em um restaurante dentro do parque. Depois tomei sol na prainha da cachoeira, com direito a rede e tudo mais...

ROTA DA LUA
Do Parque dos Sonhos, fui à operadora Base 55 Sport Adventure e parti para a “Rota da Lua”. A experiência começou com um delicioso café da tarde. Depois encarei uma viagem de quadri em uma trilha de pouco mais de uma hora. O destino final, alcançado ao anoitecer, foi a Pedra Bela. Lá em cima, a vista da cidade de Socorro e uma grande lua nos recepcionaram. Estávamos em um grupo de 20 pessoas e brindamos a chegada da lua com um “prosecco”. Depois matamos a fome com caldos e pizza na pedra. Ao lado de uma fogueira começou um luau. Após uma noite maravilhosa, com muita conversa e gargalhadas, todos foram dormir em grandes barracas, instaladas em um camping bem estruturado. Acordamos cedo e, depois de um café da manhã no Bar da Pedra, retornamos à Base 55. Finalizamos nosso passeio com um café gourmet.

PARQUE ECOLÓGICO
Deixando a Base 55, segui rumo ao Parque Ecológico do Monjolinho, situado em uma área repleta de corredeiras e ilhas do Corredor Turístico do Rio do Peixe. Para conhecer o rio, optei por fazer um rafting – e durante a descida, avistei várias capivaras. Na sequência visitei a Fazenda Recanto da Cachoeira, onde almocei e me deliciei com um Bobó de Camarão, com direito a som de violinos e vista para uma bela cachoeira. Um modo excelente de renovar as baterias!

COMO CHEGAR
Para chegar a Socorro, saindo de São Paulo, acesse a Rodovia Fernão Dias (BR-381) até Bragança Paulista; vá no sentido centro da cidade e siga as placas indicativas para Socorro. Depois, acesse a Rodovia Capitão Barduíno (SP-008).

ONDE FICAR
Hotel Grimbergs Village (19)3895-1902 
É um hotel 4 estrelas com restaurante, piscina com bar, piscina aquecida, sala de jogos, academia e espaço para festas.
www.grinbergsvillagehotel.tur.br

COM QUEM SE AVENTURAR
Base 55 (19) 3855 2050
Rua Dr. Alfredo de Oliveira Santos, 117 – Centro.
www.base55.com.br

Hotel Fazenda Parque dos Sonhos (19) 3955-0184
Estrada Varginha Km 7 – Bairro do Limoeiro
www.parquedossonhos.com.br

Parque do Monjolinho (19) 3895-7346
Estrada Socorro – Munhoz, Km 06
www.parquedomonjolinho.com.br



MATÉRIA PUBLICADA NA EDIÇÃO 127 DA REVISTA MOTO ADVENTURE

sexta-feira, 14 de outubro de 2011

GIRO PELA ITÁLIA




PARTE 1

As estradas italianas podem causar dependência, pois elevam o prazer da pilotagem à potência máxima


Texto e fotos: Sidney Tuma

Quando o fotógrafo Sidney Tuma sai para as ruas e estradas brasileiras para fazer fotos para a revista “Moto Adventure”, invariavelmente prefere seguir pilotando sua moto (enquanto muitos fotógrafos preferem ir de carro de apoio, devido ao peso e ao volume dos equipamentos, posicionamento etc.). Recentemente, ele marcou uma viagem para a Europa e – claro! – a motocicleta teria que estar presente. Foram percorridos aproximadamente 1.600 km sem precisar desviar sequer de um buraco ou pedra pelas vias italianas, que são verdadeiros “tapetes”. Na sequência, leia o relato de Sidney Tuma sobre seu “tour” pela Itália.

A VIAGEM
O destino foi escolhido pela garupa que me acompanha há alguns anos e que vinha tocando nesse assunto há tempos. Depois de conseguirmos conciliar nossas férias e de traçar o roteiro, foi só correr atrás de hospedagens e uma motocicleta para nos levar por esses caminhos! Escolhemos iniciar a viagem em Roma e seguir em direção ao norte, passando pela Toscana e Ligúria, para, depois, seguir em direção às cadeias montanhosas italianas da região de Trento. Os hotéis foram reservados no site www.eurobookings.com.
É um ótimo endereço de busca de hotéis pela Europa. Marcamos todos eles de acordo com os preços e localizações, para a viagem inteira. Não queríamos correr o risco de ficar sem hospedagem ao chegarmos à noite e cansados em alguma cidade. A média gasta com essas diárias foi de 70 a 80 euros, com café da manhã (por noite). Após uma breve pesquisa no Google, achei (e reservei) uma BMW F650Gs (bi-cilíndrica) através do site www.mototouring.com; máquina que, por sinal, cumpriu seu papel de maneira exemplar. Econômica, bem mais confortável do que imaginei e com uma potência mais do que suficiente para curtirmos com segurança as exuberantes paisagens Italianas.
A moto foi entregue com os baús rígidos laterais e traseiro, pois seriam dez dias de viagem e mais de dez cidades a serem percorridas. Se precisar dos baús, não se esqueça de informar à locadora com antecedência! Vale lembrar que nem todas as que contatamos aceitavam receber a moto em uma cidade diferente do ponto de partida. Esta empresa disponibilizou o serviço por ter escritório e representantes em diversos locais. Porém, uma taxa de cerca de 200 euros foi cobrada por isso. Incluindo todos os custos (diária e taxa de entrega em um ponto diferente do ponto de partida, principalmente), essa moto saiu por cerca de 650 euros. Com tudo acertado seguimos viagem e nosso primeiro destino em terras italianas foi a cidade de Roma.

MOTOS POR TODOS OS LADOS
Logo que chegamos, pegamos a moto e fomos tentar descobrir um pouco da capital italiana. Percebemos claramente que um dos principais meios de locomoção na Itália é a motocicleta. Elas estão por toda parte. Scooters dominam, mas vê-se de tudo: pequenas, médias e grandes cilindradas, das mais diversas marcas. Creio que as estreitas e antigas vias italianas levaram naturalmente a essa situação. É moto por todos os lados! Em meio a tudo isso, descobrimos, também, que é meio complicado achar um posto de gasolina dentro de Roma. A cada escavação, encontram ruínas da antiga civilização – assim, é bem provável que não permitam a construção de postos com reservatórios subterrâneos muito profundos.

BOA MESA
Outra “deliciosa” característica italiana são as refeições. Lá se come muito bem; e se você ainda imagina que a pizza de São Paulo (SP) é a melhor do mundo, aconselho-o a repensar essa idéia, pois degustamos ótimos pratos (não tão caros quanto pensávamos!), pizzas e, principalmente, sorvetes. Muito bons! Os sorvetes de lá realmente fazem jus à fama...

CIDADE-MONUMENTO
Nosso roteiro iniciou-se com três dias em Roma, uma “cidade-monumento”. Percebi, logo nos primeiros quarteirões, que é necessário ficar atento, pois em toda rua, esquina ou praça você pode encontrar ruínas ou monumentos de centenas de anos. E a melhor dica para conhecer um pouco mais a história desses lugares é comprar um guia. É simples, barato e vale a pena, pois são inúmeros os monumentos, igrejas e locais a serem visitados. Outra dica importante: cuidado ao atravessar as ruas, pois, por mais estranho que pareça, em algumas vias percebemos que os faróis de pedestres e o de carros abrem simultaneamente!

VATICANO
Reserve um dia inteiro para conhecer o Vaticano. A Basílica de São Pedro é grandiosa. Suba na cúpula (é bom estar em forma, pois a escadaria é longa...) para ter uma visão panorâmica da cidade. Se não estiver com toda essa disposição, há a possibilidade de pegar um elevador e “cortar” uma parte da escadaria (o elevador é cobrado). A Capela Sistina também é bacana, principalmente pelas pinturas de Michelangelo. À noite, vale a pena sentar em um dos restaurantes que ficam na Praça do Pantheon. O clima é agradabilíssimo, e a comida… uma delícia!

Ficamos encantados com  Roma, que é linda e imponente. Porém, seu trânsito é intenso. Por isso é recomendado deixar a moto para as estradas. Assim, a viagem irá tornar-se muito mais tranqüila e segura. Vale a pena utilizar os ônibus e metrôs romanos, que auxiliam muito bem nos “tours” pela capital italiana. Portanto, rode com a moto por lá – mas faça a maior parte dos passeios a pé...

NOVO DESTINO
Depois de curtimos os encantos de Roma, começamos os preparativos para seguir para as rodovias italianas e descobrir novos lugares. Bem cedo, subimos na moto, acionamos o motor e deixamos Roma para trás...


MATÉRIA PUBLICADA NA EDIÇÃO 126 DA REVISTA MOTO ADVENTURE


Confira a galeria de fotos no site: www.cteditora.com.br

A Maior das Corridas


“Isle of Man Tourist Trophy”: a trajetória e o fascínio de uma prova escrita por gigantes
Texto: Fábio Magnani Fotos: Divulgação

Era uma vez um menino de nove anos que ganhou uma enciclopédia ilustrada dos pais. Isso aconteceu há muito tempo, lá no meio da década de 1960. Os volumes semanais mostravam como eram todas as coisas do mundo. Também havia alguns mapas, bem grosseiros, só com as principais cidades e alguns rios. Nesses mapas, cada região era ilustrada por uma figura.

A Inglaterra era representada pela Tower Bridge, a famosa ponte de Londres sobre o Rio Tâmisa. A Escócia vinha com um “kilt” – aqueles saiotes que os homens usam por lá. Enquanto o menino olhava o mapa do Reino Unido, seus olhos se prenderam em uma pequena ilha entre a Inglaterra e a Irlanda. Era tão insignificante que o texto que acompanhava o mapa nem ao menos a citava. Era uma tal de “Isle of Man” “(Ilha de Man”).
O que chamou a atenção do menino foi a figura que escolheram para ela. Não era a tradicional menina camponesa com vestido rendado que os desenhistas geralmente escolhem para esses países bucólicos. O que representava aquela pequena ilha era uma moto de corrida. Aquela imagem ficou registrada para sempre na mente do garoto.

PERFEITA PARA MOTOS
Os desenhistas estavam certos em escolher uma moto para aquela ilha. Lá ocorre, desde 1907, a maior corrida de motos do mundo – Isle of Man TT (Tourist Trophy). “Maior” porque é a mais antiga, a mais perigosa, a mais longa, a que tem mais curvas e porque sua história foi escrita por gigantes. A pista de rua percorre boa parte do país de 80 mil habitantes: montanhas, campos e cidades. Os pilotos passam a um triz dos muros, desviam de placas, fogem dos bueiros e quase encostam o joelho na sarjeta. Tudo isso enquanto os moradores e turistas assistem bem de pertinho, das casas, dos barrancos e dos restaurantes à beira do percurso. A velocidade média dos pilotos mais corajosos é superior a 200 km/h.


Mark era o nome do menino – que cresceu para ser o publicitário Mark Gardiner. Não tinha muita relação com as motos, a não ser com aquela da figura do mapa, que, mesmo assim, já estava quase esquecida. Mas, quando passou dos 30 anos, começou a repensar a vida, como fazem todos os homens. Mark passou a lembrar dos sonhos que tinha quando criança. Será que poderia ter sido um campeão no TT? Ele deixara de andar de moto na adolescência, antes de poder descobrir. Talvez, agora fosse a hora.

Então, com a idade em que os profissionais costumam se aposentar, Mark decidiu começar sua carreira de piloto. Não era nenhum gênio da pilotagem, mas participava de forma digna em corridas de final de semana. Até conseguiu uma carteira de piloto profissional “expert” na Associação Americana de Motociclismo. Não é “tão pouca coisa” para um amador.

DESCOBERTA
Mark conheceu a Ilha de Man só em 2000, já aos 45 anos de idade. Foi como turista comum, mas alguma coisa mudou em seu espírito. Ao voltar ao trabalho na agência de publicidade, tudo o irritava, parecia mesquinho e sem sentido. Poucos dias depois, conversando sobre a corrida que assistira na Ilha de Man, um amigo motoqueiro perguntou, sem nenhuma pretensão, se ele participaria de uma competição como aquela. Naquele exato momento, a pequena mudança que havia começado na Ilha de Man explodiu em um par de frases: “Sim, eu participaria. Aliás, eu vou no próximo ano.”


Brigou com o dono da empresa e foi cuidar da preparação. A corrida foi suspensa em 2001, por causa de uma epidemia de febre aftosa, mas em janeiro de 2002 ele desembarcou mais uma vez na ilha, agora como piloto e escritor. Seus planos eram participar da corrida, enviar algumas colunas para revistas de moto e escrever um livro em que contaria, além da preparação e da competição, como as motos chegam de barco, os dias em que a pista é aberta para amadores e como é a vida na ilha durante o resto do ano.


Dizem que é impossível decorar as mais de 140 curvas. Pode não ser verdade, mas, se for possível, só o é para alguém com bastante experiência no TT. Mark sabia que aquela seria sua única corrida. Não podia usar aquele ano só como experiência. Tudo tinha que dar certo. Por isso chegou cinco meses antes. Como a pista é pública, ele não podia treinar com a moto. Para compensar, fazia o percurso de bicicleta, decorando-o, observando cada mudança de terreno e calculando como deveriam ser as tomadas de curva.

O LIVRO
No livro “Riding Man”, ele também conta a história de um monte de gente da ilha, para os quais a corrida anual é o símbolo da passagem do tempo e, também, de suas identidades – mecânicos, pilotos, donos de restaurante, vendedores, professoras, bibliotecárias etc. Até as superstições estão na obra, como a da Ponte das Fadas, onde ninguém tem a coragem de passar sem vocalizar ao menos um “oi” para suas protetoras. Uma vez que gosto muito de livros, achei particularmente interessante o capítulo em que o autor fala sobre suas idas à biblioteca para pesquisar, nos arquivos dos jornais locais, tudo o que já fora dito, vivido, pensado e escrito sobre o TT. Daquele jeito, ele podia unir a vivência real nas pistas com a experiência passada de gente que não estava mais por perto.


Depois de um tempo, à medida que Mark conhecia melhor a geografia e a história da pista, o medo começou a permear seus pensamentos. Por exemplo, uma das fontes do medo de Mark eram as centenas de placas funerárias que as pessoas colocavam em volta da pista para indicar locais de acidentes. Isso era agravado pelas histórias que lia na biblioteca. Até que percebeu que as placas e os textos não representavam a morte. Ao contrário: eram sinais de que grandes homens tinham passado por ali.

As pessoas colocavam as placas não em homenagem aos que morreram, mas aos que tiveram a coragem de viver.   
Quando chegou perto da corrida, as emoções se transformaram em uma tempestade. O sentimento de realização se confrontou com o medo do fracasso. Vários amigos viajaram para assistir ao evento. Os turistas invadiram a ilha. Festa e cobrança, júbilo e medo – não é fácil viver um sonho.


Não contarei se ele conseguiu se classificar ou não, se ganhou a corrida ou se teve um grave acidente... Nada disso importa. Só quero lembrar que isso não é um conto de fadas, é uma história real. Bem... Pensando melhor, talvez seja uma fábula. A de um homem comum que pilotou sua moto na maior de todas as corridas.

BIBLIOGRAFIA
"Riding Man", Mark Gardiner, Editora bikewriter.com (2007)

CONTATO
www.fabiomagnani.com
moto@fabiomagnani.com

Matéria publicada na edição 126 da Revista Moto Adventure

Nova Panigale 1199 está chegando



A Ducati anunciou aos fãs, que: “a espera está quase no fim...” 
A marca italiana refere-se à chegada da nova Ducati 1199 Panigale, que será apresentada oficialmente no Salão EICMA (Milão) em novembro.
O novo modelo superesportivo da grife italiana mais famosa do mundo, chega com motor chamado Superquadro de 1199cc, dois cilindros em L, com 195 cv de potência máxima e 13 Kgf.m de toque máximo.
O nome do motor refere-se ao resultado entre diâmetro x curso do motor dando características de um motor superquadrado capaz de atingir altos giros.
Já o nome Panigale é uma referencia as raízes da marca criada numa região chamaga Borgo Panigale, onde a velocidade e o amor as motos esportivas está no sangue de cada pessoa desta região na Itália.

No site da marca é possível assistir vídeo da nova superbike italiana que em breve estará oficialmente no mercado.

http://www.ducati.com/1199_panigale/index.do


Confira as fotos no site: www.cteditora.com.br
 

segunda-feira, 10 de outubro de 2011

Espetáculo


Quebra de recorde mundial de trial é confirmada no Salão Duas Rodas



Os espanhóis Jordi Pascuet e Marcel Justribo confirmaram na noite deste sábado a quebra de recorde mundial de trial, durante o Salão Duas Rodas, em São Paulo (SP). Utilizando a motocicleta Gas Gas TXT Pro 300, a dupla atingiu a impressionante marca de 3m23 em subida de parede vertical, aumentando em um centímetro o recorde anterior, que também pertencia à dupla. O feito foi acompanhado de perto por centenas de fãs das duas rodas, que incentivaram os pilotos no espaço Gas Gas de trial indoor.

Pascuet e Justribo fizeram um aquecimento com a marca de 3m e depois subiram a plataforma removível para os desejados 3m23. O público ficou em silêncio para a total concentração dos pilotos, e ambos quebraram o recorde logo na primeira tentativa. “Estou muito contente e surpreso por ter conseguido de primeira. Foi incrível conseguir esta marca aqui no Brasil, com o apoio total do público e da equipe da Gas Gas”, comentou Jordi Pascuet.

Além do recorde em si, o que impressionou foi o espaço que os pilotos utilizaram para confirmar o feito. Eles tinham apenas quatro metros para pegar embalo, ou seja, o que contou mesmo foi a técnica do trial aliada ao torque da motocicleta Gas Gas TXT Pro. “A moto é espetacular e todo o ambiente que se formou para conquistarmos este recorde também nos ajudou. Eu estava com um pouco de receio de não conseguirmos superar e não esperava que fosse na primeira tentativa. Certamente o dia de hoje será lembrado para sempre”, concluiu Justribo.

Rodrigo Celeghini, da Gas Gas do Brasil, também estava com a sensação de dever cumprido. “Esta iniciativa entrou para a história do motociclismo, o que mostra que todo o nosso esforço para viabilizar o recorde mundial valeu a pena. Nosso objetivo era fazer um grande espetáculo e mostrar do que a moto é capaz. Nos preparamos muito para isso e foi um sucesso”, disse.
A quebra de recorde teve a presença de Geraldo Coelho, que faz parte da comissão de trial da Federação Internacional de Motociclismo (FIM), responsável por homologar a nova marca.

sexta-feira, 7 de outubro de 2011

Modelos MV Agusta já têm preços definidos


Em coletiva de imprensa realizada em São Paulo (SP), no dia 06 de setembro, os executivos da MV Agusta e da DAFRA Motos (responsável pela operação da marca italiana no Brasil), anunciaram oficialmente os preços dos modelos MV Agusta que  começam a ser montadas na fábrica de Manaus (AM).

As primeiras autorizadas que comercializarão os modelos MV Agusta e prestarão serviços pós-vendas no País já foram confirmadas. Elas serão inauguradas até dezembro nas cidades de Curitiba (PR), Florianópolis, Goiânia (GO), Porto Alegre (POA), Ribeirão Preto (SP) e São Paulo (SP). A partir do primeiro trimestre do próximo ano, outras três cidades receberão autorizados MV AGUSTA: Belo Horizonte (BH), Campinas (SP) e Rio de Janeiro (RJ).

A superesportiva F4 custará R$ 68 mil, a naked Brutale 1090RR será vendida por R$ 64 mil e a Brutale 1090R custará R$ 56 mil. De acordo com Creso Franco, presidente da DAFRA, a expectativa é comercializar 1.200 unidades MV AGUSTA no primeiro ano.
“Esperamos atender os consumidores brasileiros com uma rede autorizada de alto nível, que prestará atendimento aos novos e também aos antigos proprietários de motocicletas MV AGUSTA, estamos cadastrando em nosso site esses clientes e entraremos em contato com todos em breve”, explica Creso.

Parceria DAFRA e MV Agusta

A parceria entre a DAFRA Motos e a MV Agusta  foi firmada no último mês de junho e prevê a fabricação e comercialização dos modelos Brutale e F4.

 As motocicletas são voltadas ao mercado de produtos premium e representam e unem design, tecnologia, estilo, além de serem equipadas com motor de quatro cilindros em linha e válvulas radiais.

Essa é a primeira vez que a MV Agusta entra em acordo para a produção de suas motocicletas fora de sua fábrica em Varese, na Itália. Segundo Massimo Bordi, vice-presidente executivo da MV Agusta, essa ação é a confirmação da confiança da empresa italiana no desenvolvimento do mercado brasileiro.